segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Eternit pode ser condenada a pagar R$ 1 bilhão

ETER3 Diário: queda de quase 5% hoje

19/08/2013
Brasília – A Eternit S.A. pode ser condenada a pagar R$ 1 bilhão por dano moral coletivo. Este é um dos principais pedidos da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa, responsável pelo número de ex-trabalhadores da fábrica de Osasco (SP) que morreram ou sofrem graves doenças respiratórias e câncer de pulmão. São vítimas contaminadas por exposição prolongada ao amianto, mineral utilizado para fabricar telhas e caixas d’água.
A ação pede, ainda, em caráter de antecipação de tutela, que a Eternit assuma os procedimentos de exames e tratamentos médicos. De acordo com o MPT, a empresa manteve a planta industrial de Osasco funcionando por 52 anos, mesmo sabendo das trágicas consequências no uso do amianto e que abrangeu mais de 10 mil trabalhadores. Como se trata de um pedido de condenação em prol da coletividade, o valor de R$ 1 bilhão deverá ser destinado a instituições públicas que atuam com saúde e segurança do trabalho ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Numa amostra de mil ex-trabalhadores da Eternit em Osasco, avaliados pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho (Fundacentro), quase 300 adoeceram por contaminação. Destes, 90 morreram entre 2000 e 2013. Mas o número pode ser muito maior, já que a Eternit ocultou ou dificultou a ocorrência de inúmeros registros.
As placas pleurais são as doenças mais frequentemente encontradas nesses trabalhadores, associadas ou não a outras patologias relacionadas ao amianto. A asbestose, conhecida como “pulmão de pedra”, é uma dessas patologias. Progressivamente, destrói a capacidade do órgão de contrair e expandir, impedindo o paciente de respirar. Normalmente, a asbestose se manifesta décadas após a contaminação, num intervalo de 10 anos, 20 anos ou até 30 anos. Primeiro, vem uma inflamação contínua, que vai piorando com o tempo até se configurar em câncer. Não por acaso é grande o números de pessoas que adoeceram quando já não mais trabalhavam na Eternit.
Asbestose – Um dos casos descritos na ação civil pública é o do aposentado Doracy Magion, de 72 anos, que sofre de asbestose por ter trabalhado na fábrica de Osasco por 19 anos. Ele diz ter perdido a conta dos colegas de Osasco que morreram da mesma doença. Restaram apenas fotos pra colecionar. “Dentro da fábrica, o pó de amianto estava em todos os lugares. Do lado de fora, o chão era revestido com cascalho e retalhos de fibra. As pessoas pisavam ali e levavam a poeira para suas casas.”
A ação que o MPT move contra a Eternit pode desencadear no maior caso da Justiça do Trabalho no Brasil. Maior até do que o caso Shell/Basf, cujo acordo judicial ultrapassa R$ 600 milhões, dos quais cerca de R$ 400 milhões são referentes a danos morais e materiais individuais, além dos R$ 200 milhões por dano moral coletivo. As indenizações foram motivadas em consequência do desastre de uma fábrica de pesticidas da Shell/Basf em Paulínia (SP), que matou 62 trabalhadores e afetou a vida de mais de mil pessoas.
Inaugurada em agosto de 1941, a fábrica de Osasco foi desativada em 1993. A Eternit, no entanto, ainda mantém diversas fábricas em funcionamento em quase todas as regiões do país, como nas cidades de Colombo (PR), do Rio de Janeiro, de Simões Filho (BA) e em dois municípios de Goiás, Goiânia e Minaçu, onde funciona a única mina de extração de amianto em atividade do país.
Valores – Para o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), procurador do Trabalho Philippe Gomes Jardim, o valor da condenação não só é razoável para a dimensão dos acidentes, como também é plenamente viável de ser executado. “A Eternit lucra R$ 100 milhões em média ao ano. Explorou Osasco por cinco décadas e mantém diversas fábricas em atividade. Sem falar que a empresa não fornece adequado acompanhamento médico aos seus ex-empregados.”
É neste sentido que, além do valor por dano moral coletivo, a ação civil pública do MPT pede que a Eternit seja condenada a proceder numa série de medidas de cuidado à saúde dos ex-trabalhadores de Osasco. A primeira delas é a de que a empresa seja obrigada a promover periodicamente exames médicos de controle de todos os ex-empregados de até 30 anos após o encerramento das suas atividades, sob pena de multa de R$ 50 mil por descumprimento em relação a cada ex-empregado.
O segundo pedido da ação é que a Eternit amplie o rol de exames médicos de controle de todos os ex-empregados, a exemplo de neoplasia maligna do estômago e da laringe e mesotelioma de peritônio e pericárdio. A multa também é de R$ 50 mil por descumprimento para cada ex-empregado.
Divulgação – O MPT também pede que a empresa custeie despesas com assistência integral de atendimentos, procedimentos médicos, nutricionais, psicológicos, fisioterapêuticos, terapêuticos, internações e medicamentos para todos os ex-empregados que não estejam inscritos a um plano de saúde. O não cumprimento desta medida vai gerar uma multa bem maior, de R$ 500 mil por descumprimento para cada ex-empregado.
O quarto pedido de condenação é que a Eternit divulgue em emissoras de TV de maior audiência em horário nobre e nos jornais impressos de maior circulação a convocação para realizar exames médicos por um período de 30 anos. A ação discrimina as especificações quanto a tempo de inserção e o espaço de anúncio. O não cumprimento da medida vai gerar multa de R$ 100 mil por dia de atraso, com relação a anúncio em TV, e de mais R$ 100 mil com relação a jornais impressos. A divulgação deve relacionar que se trata de condenação judicial em ação civil pública ajuizada pelo MPT contra a Eternit.
A Eternit ainda pode ser condenada a custear as despesas de deslocamento e hospedagem de todos os ex-empregados que residem a mais de 100 km do local dos serviços médicos, sob pena de multa R$ 50 mil por descumprimento por ex-empregado.
Execução – O descaso da Eternit com relação ao tratamento dos empregados e na ocultação de dados é motivo de outra ação do MPT. Trata-se da ação de execução pelo descumprimento do termo de ajustamento de conduta que a empresa assinou em março de 2009, com o compromisso de emitir comunicado de acidente de trabalho (CAT) de todos os ex-empregados com suspeita ou diagnóstico de doença de trabalho relacionada ao amianto.
O MPT reuniu na ação de execução dez casos comprovados judicialmente como amostragem de que a Eternit estava descumprindo o acordo e requer que seja condenada a pagar R$ 1,6 milhão. O texto da ação relata casos de trabalhadores que sofreram abusos da empresa com relação a seus direitos, a exemplo do servente e pintor Nelson de Oliveira, que trabalhou de 1970 a 1992, isto é, exposto ao amianto por 22 anos.
Na UTI – Contaminado, Nelson adquiriu mesotelioma, uma forma rara de tumor maligno por causa do amianto e morreu no dia 5 de março de 2005. O texto da ação de execução cita dados de uma reportagem de revista de circulação nacional sobre o caso, destacando que um mês antes de sua morte dois representantes da Eternit e o funcionário de um cartório fecharam acordo com Nelson no leito da UTI.
Em situação quase terminal de saúde e a família em situação de desespero, o trabalhador assinou acordo extrajudicial no valor de R$ 24,4 mil, pois a Eternit condicionou o tratamento médico à assinatura do acordo, datado de 4 de fevereiro de 2005. Além disso, Nelson teria de renunciar a qualquer outro tipo de direito e a homologação judicial coube unilateralmente à Eternit.
A 3ª Vara do Trabalho de Osasco declarou nulo o acordo e condenou a Eternit a pagar R$ 360 mil por danos materiais e morais. Mas a Eternit nunca emitiu comunicado de acidente de trabalho no caso do pintor Nelson de Oliveira, assim como não o fez com centenas de outros casos.
Julgamento – A ação civil pública e a ação de execução são resultados do grupo de trabalho especial sobre amianto, criado pelo MPT em junho de 2013 para enfrentar a gravidade e a complexidade do tema. O grupo é composto pelos procuradores do Trabalho Philippe Gomes Jardim, Luciano Leivas, Juliana Massarente, Rodrigo Rafael de Alencar e o médico Marcos de Oliveira Sabino.
A ação tramita na 9ª Vara do Trabalho de São Paulo e ainda não há previsão sobre o julgamento do dano moral coletivo no valor de R$ 1 bilhão. Quanto aos demais pedidos da ação civil pública, no entanto, a expectativa é de que a justiça ordene a Eternit a assumir todo o tratamento médico já nas próximas semanas.

Fonte: Ministério Público do Trabalho

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Banco do Brasil vai pagar R$0,77/ação em dividendos


Aviso aos Acionistas 
Dividendos do 2º Trimestre de 2013 

O Conselho Diretor do Banco do Brasil, reunido em 06/08/2013, aprovou o valor de R$ 2.177.881.302,53 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos.

Valor Bruto do Rendimento 

Ações BB - ONValor (R$) por açãoValor atualizado até 13/08/2013 (R$)
Dividendos
0,76911861161
0,77690828108


Os dividendos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (30/06/2013) até a data do pagamento (30/08/2013). 

Os dividendos terão como base a posição acionária de 22/08/2013, sendo as ações negociadas ex-dividendos a partir de 23/08/2013.

O procedimento de pagamento será conforme segue:  

O crédito será por conta corrente, poupança-ouro ou por caixa. Os acionistas cujos cadastros estejam desatualizados terão suas remunerações retidas até a efetiva regularização de seus registros em uma das agências do Banco do Brasil. A regularização cadastral poderá ser efetuada mediante a apresentação de documento de identidade, CPF, comprovante de residência e renda, se pessoa física, ou estatuto/contrato social , prova de representação e faturamento, se pessoa jurídica. 

Aos acionistas com ações custodiadas na CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, os valores serão pagos àquela entidade, que os repassará aos acionistas titulares, por meio de seus respectivos agentes de custódia. 

Haverá incidência de imposto de renda na fonte sobre a atualização. Os acionistas dispensados da referida tributação deverão comprovar esta condição até 27/08/2013 em uma das agências do Banco do Brasil. 

Adicionalmente, R$ 802.240.999,67 foram pagos em 28/06/2013 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), conforme Aviso aos Acionistas de 31/05/2013.

Estamos à disposição para maiores esclarecimentos no website www.bb.com.br/ri, no Serviço de Atendimento ao Acionista da Central de Atendimento BB – telefone 4004 0001 (Capitais e Regiões Metropolitanas) ou 0800 729 0001 (Demais localidades) ou nas agências do Banco do Brasil. 


Brasília (DF), 13 de agosto de 2013.


Ivan de Souza Monteiro
Vice-Presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Oi suspende pagamento de dividendos em agosto 2013

A notícia parece negativa, mas ACREDITE: não é.

Oi S.A.
CNPJ/MF nº 76.535.764/0001-43
NIRE 33.300.29520-8
Companhia Aberta
FATO RELEVANTE

Oi S.A. (“Companhia”), em atendimento ao que dispõe a Instrução CVM nº 358/02, informa a seus acionistas e ao mercado em geral que os dados levantados até o momento relativos ao trimestre encerrado em 30/06/2013 apontam que a alavancagem da Companhia ultrapassou o limite de três vezes o índice Dívida Líquida (incluindo a remuneração a ser paga no exercício) / EBITDA (apurado no exercício anterior ao pagamento da remuneração), previsto na Política de Remuneração aos Acionistas (“Política de Remuneração”) divulgada por meio de Fato Relevante de 17 de abril de 2012.
Em vista disso, não foi observada essa condição, considerada essencial para a companhia, para se efetuar o pagamento dos dividendos aos acionistas no mês de agosto.
Por fim, a divulgação dos resultados do trimestre encerrado em 30/06/2013, juntamente com os demais documentos que compõem as informações trimestrais relativas a tal período, será no dia 13 de agosto de 2013, conforme já anunciado ao mercado, após sua revisão pelos auditores independentes e conclusão dos trâmites societários pertinentes.

Rio de Janeiro, 24 de julho de 2013.
Bayard Gontijo
Diretor de Relações com Investidores

Direito de subscrição do Banestes - BEES3


Olá amigos acionistas do Banestes. Quem observou a custódia, apareceu há alguns dias um novo "papel", o BEES1. Trata-se de um direito de subscrição de novas ações. É que foi aprovado em assembléia um aumento do capital social de cerca de R$30 milhões. Os atuais acionistas terão prioridade na subscrição das novas ações a R$ 0,49, na proporção de suas participações atuais.

Confira o Aviso aos Acionistas na íntegra no link  http://www.banestes.com.br/ri/arquivos/2013/11jul2013_aumento_capital.pdf.

A propósito, dá pra vender o direito pelo HB. Porém, como o papel hoje está abaixo do valor de subscrição, não há demanda, já que é mais vantajoso pagar pelo papel no mercado à vista.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ibov - gráfico semanal desde 2007. Então compra!!!

Ibov semanal

Após uma visita aos 44 mil pontos, o índice vem esboçando alguma reação nas últimas 3 semanas. Suporte semanal, portanto, em 44 mil pontos e resistências na região de 52 mil pontos (última região de suporte perdida) e 57 mil pontos.
Corrigindo pela inflação, estamos com desconto de uns 50% desde o topo da bolsa.


A hora é de comprar!
Vai esperar a euforia? Precisa sair notícias nas revistas, nos jornais, de que a "bolsa foi um ótimo investimento nos últimos 12 meses"? Vai esperar a dica dos amigos, amadores de mercado, profissionais de outras áreas, dizendo que querem parar de trabalhar para viver de bolsa?
Então vai comprar caro! Provavelmente vai entrar na Bolsa em um topo!

Portanto, com controle de risco (DIVERSIFICAÇÃO), pode ser a hora de comprar pequenas quantidades de ações com parte do capital para aqueles investidores com um perfil mais de longo prazo. Tem ação de empresa boa dando bobeira aí. Procure.


A hora de vender
Se seu perfil não é o de sócio vitalício das empresas, espera. Quando ver gente falando que ficou rica na bolsa , pode começar a vender pequenas quantidades da sua posição em ações e comprar títulos, investir em renda fixa. Aos poucos.


Então compra! Rumo aos 100k pontos!!!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

5 ações para comprar pensando na aposentadoria

Onde estará o gestor da FCL Capital, Fernando Araújo, daqui a alguns anos, após fazer indicações como estas???

Matéria estarrecedora que saiu em um site de finanças, ligado a uma corretora:


São poucos os jovens que pensam na aposentadoria, no entanto, é importante ter um investimento que garanta um certo conforto no fim da vida 
Por Arthur Ordones   |13h44 | 15-07-2013


SÃO PAULO -São poucas as pessoas na casa do dos 20 ou 30 anos que pensam na aposentadoria, no entanto, é muito importante ter um investimento de longo prazo que garanta um certo conforto no fim da vida, para que a terceira idade seja aproveitada com classe ou, no mínimo, sem dificuldades.
Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa
Ao pensar em "investimentos para garantir a aposentadoria", a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas são os planos de previdência privada ou até mesmo o mercado de renda fixa , com suas aplicações a longo prazo, como Títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que têm vencimento em 2035 e 2050, por exemplo. Entretanto, é importante lembrar que é possível garantir a aposentadoria com o mercado de renda variável, por meio de uma estratégia fundamentalista, que visa a compra de ações de empresas sólidas, com bons fundamentos e boas pagadoras de dividendos.


O gestor da FCL Capital, Fernando Araújo, explicou que quando você compra ações para aposentadoria, tem que buscar setores nos quais o Brasil tenha boa vantagem competitiva. "Não é para comprar porque o papel vai subir amanhã ou no ano que vem, a empresa tem que ter uma vantagem competitiva sustentável, ou seja, ter bons negócios, cujas perspectivas não vão se alterar", afirmou.

5 ações para garantir sua aposentadoria
De acordo com o gestor, um bom exemplo são as empresas de agrobusiness, com destaque para o frigorífico Minerva (BEEF3). "Tem gente que não gosta, porque diz: ‘o ciclo do boi vai estar apertado em um determinado período, então ela vai cair’, mas a longo prazo isso não importa, pois ela é muito sustentável e é a mais competitiva do setor no mundo. Eu a teria na carteira para os próximos 20 a 30 anos", disse Araújo.
A segunda indicação do gestor é a Braskem (BRKM5), uma petroquímica dominante no Brasil , que possui nada menos que 75% do mercado no país. Segundo ele, o ambiente competitivo dela é totalmente consolidado.
O JP Morgan também reforçou recentemente o bom momento para comprar ações da Braskem. De acordo com o banco, três motivos fizeram com que seus analistas reforçassem a posição positiva sobre a empresa:
Em primeiro, a forte desvalorização do real, que impacta positivamente na linha operacional da petroquímica, uma vez que ela protege em partes o mercado interno e aumenta a receita de exportações. Em segundo, o crescimento do mercado de resinas no Brasil , que deverá ajudar a empurrar o PIB para cima, compensando parcialmente o crescimento econômico mais fraco que o esperado. Por fim, o preço atual da ação, que parece ainda não refletir plenamente os benefícios vindos do projeto PE no México e o estímulo fiscal.
A terceira indicação do especialista são os papéis da Gerdau (GGBR4), que apesar de estar mal vista no mercado neste momento, por conta da conjuntura internacional , as perspectivas de  longo prazo é são muito favoráveisl, de acordo com ele.
"A Vale (VALE5) também entra nesse raciocínio, pois agora ela está sendo prejudicada pela China, mas é confiável, pois daqui 30 anos ela ainda vai estar exportando minério", indicou.
Por fim, Araújo disse que outra ótima companhia para guardar por muitos anos é o BTG Pactual (BBTG11), banco de investimentos, afinal, ele é negociado 8x o seu lucro anual. "O André Esteves é um verdadeiro case de empreendedorismo. O Brasil pode não ter vantagem competitiva nesse setor, mas o BTG tem um case sensacional. Um caminhão de ações dessa empresa para ficar por 20 anos, ainda mais a esse preço, é algo que garante uma boa aposentadoria", completou.

Olhe para os dividendos, mas não é o mais importante

Os dividendos pagos pela empresa também devem ser levados em consideração, pois dependendo da ação que você escolhe, eles podem representar uma boa parte do lucro para quem faz investimentos de longo. No entanto, é preciso ter cuidado ao escolher a empresa, pois não pode se basear somente nesse fator.
"Muita gente fala de Telefônica (VIVT4) nesse quesito (dividendos), no entanto, nós achamos que essa companhia tem uma concorrência complicada. Ela tem também uma baixíssima previsibilidade, ou seja, a gente não consegue prever como ela vai estar daqui 20 anos, por exemplo, ainda mais com um governo intervencionista como esse."
Para completar, Araújo afirmou que é válido frisar que a pessoa física não deve se importar com a flutuação do Ibovespa, mas sim se preocupar em entender sobre o negócio da empresa, para assim se tornar efetivamente um sócio da companhia, na qual ela acredita e conhece.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Banco do Brasil: oportunidade de posicionamento em Bolsa?

Tudo bem. É banco privado, sofre ingerência política direta, faz compras através das demoradas e famigeradas licitações, serve de cabide de emprego para políticos em várias diretorias etc ...

Talvez por tudo isso os números da empresa parecem atraentes para um posicionamento em bolsa.

Banco do Brasil ON

Atualmente na casa dos 22 reais, a ação negocia aos mesmos valores atingidos há 6 anos.
Um detalhe: o lucro por ação hoje é mais que o dobro do lucro de 2007 e 25% maior que o de 2008.

Lucro por ação:
> 2007 => R$ 2,04/ação
> 2008 => R$ 3,45/ação
> 2012 => R$ 4,30/ação (12,2 bilhões de reais)

Desde 2006 o pay-out da empresa é de 40%. Ou seja, a empresa distribui 40% do seu lucro líquido aos acionistas.

Considerando o lucro líquido de 2012, a distribuição de dividendos/ JSCP no ano passado foi de quase 5 bilhões de reais. (Coisa de 1,72 por ação).
Portanto, o dividend yield da empresa está em cerca de 7,5%.
O P/VPA está em 1,06.
Já o P/L, acredite se quiser, está em 5,34.