terça-feira, 6 de setembro de 2011

Campanha: "Não compre carro novo"



Já que o mercado anda esquisito (para alguns), que tal falar sobre a notícia de hoje do "O Globo", que trata sobre os pátios lotados das montadoras de veículos?

SÃO PAULO e RIO - A desaceleração nas vendas de carros novos, devido a restrições ao crédito e concorrência dos importados, fez as montadoras pisarem no freio e reduzir a produção em muitas de suas fábricas. Volkswagen, Fiat, Ford e Scania anunciaram que vão suspender temporariamente a produção em algumas unidades e dar férias coletivas aos empregados para tentar diminuir os estoques, que no setor como um todo hoje equivalem a 40 dias de vendas, segundo a Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias. A média de estoques do mercado, segundo especialistas, é de 30 dias, no máximo. Há, hoje, nos pátios de montadoras e revendas autorizadas mais de 120 mil carros à espera de compradores, que diminuíram com o esfriamento da economia. A pesquisa Focus (feita com cem instituições financeiras pelo Banco Central) reduziu sua projeção de crescimento da economia, para 3,69%.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/09/05/com-estoques-nos-patios-fabricas-deixam-de-produzir-30-mil-carros-35-mil-operarios-param-925296041.asp#ixzz1XBDS0QQQ 


Pois é.
Andou perdendo dinheiro na Bolsa?
Veja pelo lado positivo. Você pode ajudar numa campanha contra os imorais preços dos carros no Brasil, não comprando carro novo.

Os pátios estão lotados, mas as montadoras não dão o braço a torcer e não baixam suas margens de lucros, que podem ser consideradas escandalosas se comparadas com outros países.

A seguir, trecho de texto de Joel Leite, em seu blog http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/

Por que o carro é mais barato na Argentina e no Chile?

A ACARA, Associacion de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina, divulgou no congresso dos distribuidores dos Estados Unidos (N.A.D.A), em São Francisco, em fevereiro deste ano, os valores comercializados do Corolla em três países:
No Brasil o carro custa US$ 37.636,00, na Argentina US$ 21.658,00 e nos EUA US$ 15.450,00.
Outro exemplo de causar revolta: o Jetta é vendido no México por R$ 32,5 mil. No Brasil esse carro custa R$ 65,7 mil.
Por que essa diferença? Vários dirigentes foram ouvidos com o objetivo de esclarecer o “fenômeno”. Alguns “explicaram”, mas não justificaram. Outros se negaram a falar do assunto.
Quer mais? O Gol I-Motion com airbags e ABS fabricado no Brasil é vendido no Chile por R$ 29 mil. Aqui custa R$ 46 mil.
O Corolla não é exceção. O Kia Soul, fabricado na Coréia, custa US$ 18 mil no Paraguai e US$ 33 mil no Brasil. Não há imposto que justifique tamanha diferença de preço.
A Volkswagen não explica a diferença de preço entre os dois países. Solicitada pela reportagem, enviou o seguinte comunicado:
“As principais razões para a diferença de preços do veículo no Chile e no Brasil podem ser atribuídas à diferença tributária e tarifária entre os dois países e também à variação cambial”.
Questionada, a empresa enviou nova explicação:
“As condições relacionadas aos contratos de exportação são temas estratégicos e abordados exclusivamente entre as partes envolvidas”.

....

Apesar da grande concorrência, nenhuma das montadoras ousa baixar os preços dos seus produtos. Uma vez estabelecido, ninguém quer abrir mão do apetitoso “Lucro Brasil”. Ouvido pela AutoInforme, quando esteve em visita a Manaus, o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito, respondeu que, retirando os impostos, o preço do carro no Brasil é mais caro que em outros países porque “aqui se pratica um preço mais próximo da realidade. Lá fora é mais sacrificado vender automóveis”.
Ele disse que o fator câmbio pesa na composição do preço do carro no Brasil, mas lembrou que o que conta é o valor percebido. “O que vale é o preço que o mercado paga”.
E porque o consumidor brasileiro paga mais do que os outros?
“Eu também queria entender – respondeu Takanobu Ito – a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até os sanduíches do McDonalds aqui são os mais caros do mundo”.

....

“O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.
“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.
Amanhã a terceira e última parte da reportagem especial LUCRO BRASIL: “Quando um carro não tem concorrente direto, a montadora joga o preço lá pra cima. Se colar, colou”.

Como o tema é extenso e aqui nós queremos falar é de Bolsa, para quem se interessa pelo tema pode ler mais em:






PS: Se aderir à campanha e estiver interessado num usado em bom estado, estou vendendo meu FIAT 147. Tratar pelo blog.

9 comentários:

saimon disse...

É a "bolha" dos automoveis!!! O negocio agora é andar de bicicleta, Monark agradece.

Anônimo disse...

e ainda tem neguinho achando q nosso pais ta em crise..

Teo disse...

Estou interessado no Fiat 147. Tenho uma Variant ano 62, único dono.
Aceita negociação?

Meu nome é Téofilo, mas pode me chamar de Teo.

Finanças Inteligentes disse...

Custo de vida aqui muito alto mesmo! E ainda tem a inflação...

Anônimo disse...

Fala sério, porque o brasileiro aceita isso? Cai mal não só pro bolso, mas pra reputação também, já que o tal Lucro Brasil é motivo de gozação lá fora... E pensar que muita gente financia o carro pagando juros.... Se fosse mais barato não precisava. Pra mim isso é roubo oficializado, junto com negligência política e total falta de articulação do brasileiro pra reivindicar. E a conta fica cara no final...

Anônimo disse...

O protecionismo governamental, a ganância das empresas e a ostentação burra do povo que pode comprar faz com que o custo do carro no Brasil seja o que é!!!

Sérgio disse...

Tenho condições de comprar um bom carro zero, mas me recuso a rasgar dinheiro. Vou fazer uma geral no meu Polo 2003 e continuar com ele por mais alguns anos. E quando trocar será por um usado. Costumo viajar para o exterior e sei que lá fora o preço dos carros é metade (ou menos) que aqui. Ao invés de dar dinheiro para empresários safados, prefiro gastar com viagens e cultura.

Dia de Ofertas disse...

Está pensando em trocar de carro agora, no entanto, aderi a campanha "NÃO COMPRE CARRO ZERO". Vou dar uma manutenção aguardar!

Dia de Ofertas disse...

Está pensando em trocar de carro agora, no entanto, aderi a campanha "NÃO COMPRE CARRO ZERO". Vou dar uma manutenção aguardar!