quarta-feira, 17 de julho de 2013

5 ações para comprar pensando na aposentadoria

Onde estará o gestor da FCL Capital, Fernando Araújo, daqui a alguns anos, após fazer indicações como estas???

Matéria estarrecedora que saiu em um site de finanças, ligado a uma corretora:


São poucos os jovens que pensam na aposentadoria, no entanto, é importante ter um investimento que garanta um certo conforto no fim da vida 
Por Arthur Ordones   |13h44 | 15-07-2013


SÃO PAULO -São poucas as pessoas na casa do dos 20 ou 30 anos que pensam na aposentadoria, no entanto, é muito importante ter um investimento de longo prazo que garanta um certo conforto no fim da vida, para que a terceira idade seja aproveitada com classe ou, no mínimo, sem dificuldades.
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Ao pensar em "investimentos para garantir a aposentadoria", a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas são os planos de previdência privada ou até mesmo o mercado de renda fixa , com suas aplicações a longo prazo, como Títulos do Tesouro indexados à inflação (NTN-B), que têm vencimento em 2035 e 2050, por exemplo. Entretanto, é importante lembrar que é possível garantir a aposentadoria com o mercado de renda variável, por meio de uma estratégia fundamentalista, que visa a compra de ações de empresas sólidas, com bons fundamentos e boas pagadoras de dividendos.


O gestor da FCL Capital, Fernando Araújo, explicou que quando você compra ações para aposentadoria, tem que buscar setores nos quais o Brasil tenha boa vantagem competitiva. "Não é para comprar porque o papel vai subir amanhã ou no ano que vem, a empresa tem que ter uma vantagem competitiva sustentável, ou seja, ter bons negócios, cujas perspectivas não vão se alterar", afirmou.

ações para garantir sua aposentadoria
De acordo com o gestor, um bom exemplo são as empresas de agrobusiness, com destaque para o frigorífico Minerva (BEEF3). "Tem gente que não gosta, porque diz: ‘o ciclo do boi vai estar apertado em um determinado período, então ela vai cair’, mas a longo prazo isso não importa, pois ela é muito sustentável e é a mais competitiva do setor no mundo. Eu a teria na carteira para os próximos 20 a 30 anos", disse Araújo.
A segunda indicação do gestor é a Braskem (BRKM5), uma petroquímica dominante no Brasil , que possui nada menos que 75% do mercado no país. Segundo ele, o ambiente competitivo dela é totalmente consolidado.
O JP Morgan também reforçou recentemente o bom momento para comprar ações da Braskem. De acordo com o banco, três motivos fizeram com que seus analistas reforçassem a posição positiva sobre a empresa:
Em primeiro, a forte desvalorização do real, que impacta positivamente na linha operacional da petroquímica, uma vez que ela protege em partes o mercado interno e aumenta a receita de exportações. Em segundo, o crescimento do mercado de resinas no Brasil , que deverá ajudar a empurrar o PIB para cima, compensando parcialmente o crescimento econômico mais fraco que o esperado. Por fim, o preço atual da ação, que parece ainda não refletir plenamente os benefícios vindos do projeto PE no México e o estímulo fiscal.
A terceira indicação do especialista são os papéis da Gerdau (GGBR4), que apesar de estar mal vista no mercado neste momento, por conta da conjuntura internacional , as perspectivas de  longo prazo é são muito favoráveisl, de acordo com ele.
"A Vale (VALE5) também entra nesse raciocínio, pois agora ela está sendo prejudicada pela China, mas é confiável, pois daqui 30 anos ela ainda vai estar exportando minério", indicou.
Por fim, Araújo disse que outra ótima companhia para guardar por muitos anos é o BTG Pactual (BBTG11), banco de investimentos, afinal, ele é negociado 8x o seu lucro anual. "O André Esteves é um verdadeiro case de empreendedorismo. O Brasil pode não ter vantagem competitiva nesse setor, mas o BTG tem um case sensacional. Um caminhão de ações dessa empresa para ficar por 20 anos, ainda mais a esse preço, é algo que garante uma boa aposentadoria", completou.

Olhe para os dividendos, mas não é o mais importante

Os dividendos pagos pela empresa também devem ser levados em consideração, pois dependendo da ação que você escolhe, eles podem representar uma boa parte do lucro para quem faz investimentos de longo. No entanto, é preciso ter cuidado ao escolher a empresa, pois não pode se basear somente nesse fator.
"Muita gente fala de Telefônica (VIVT4) nesse quesito (dividendos), no entanto, nós achamos que essa companhia tem uma concorrência complicada. Ela tem também uma baixíssima previsibilidade, ou seja, a gente não consegue prever como ela vai estar daqui 20 anos, por exemplo, ainda mais com um governo intervencionista como esse."
Para completar, Araújo afirmou que é válido frisar que a pessoa física não deve se importar com a flutuação do Ibovespa, mas sim se preocupar em entender sobre o negócio da empresa, para assim se tornar efetivamente um sócio da companhia, na qual ela acredita e conhece.

2 comentários:

Guardião do Mobral disse...

Esta notícia é absurda. Não se baseia em nada a não ser "achômetro" usando empresas que possuem fundamentos ruins (Braskem e Minerva). Acho até que VALE e GGBR são boas empresas, e que vão durar decadas, mas aquelas duas primeiras que citei...

Tiago Herculano disse...

Não conheço muito do mercado, mas só de ver neste grupo Braskem me faz desacreditar em todo o resto. Pois a Braskem tem uma dívida que eu diria impagável ( ou quase isso ). Qualquer oscilação mais forte a empresa não aguenta.